Catálogos e classificadores

Catálogos                  Classificadores                Álbuns

Quando a gente sai em viagem por um país que não conhece, sempre trata de arranjar um bom guia, que localize os pontos de interesse dessa terra e ajude o viajante a não se perder num labirinto de estradas e ruas. Quem se aventura pelo mundo dos selos também precisa de um guia, e ele se chama catálogo.

É um livro em que os selos, todos eles (do mundo, de um continente ou apenas de um país, entre outros tipos), estão reproduzidos fotograficamente, catalogados, descritos e avaliados.

Mas os selos são tantos que os catálogos precisam usar uma linguagem sintética, para registrar todos, e por isso quem os consulta pela primeira vez corre o risco de entender pouco ou nada. Para facilitar a consulta, nas primeiras páginas de cada catálogo há uma chave ou tradução dos códigos e abreviaturas usadas.

Os catálogos são antigos: desde os primeiros anos da filatelia, os apaixonados por esse hobby, que se espalhava com uma rapidez impressionante, sentiam necessidade de colocar em ordem os elementos de sua coleção e de ter um guia que os orientasse. Os primeiros catálogos abrangiam os selos de todos os países emitentes - que eram poucos - e hoje, com mais de um século de existência, são raridades bibliográficas muito procuradas. Um deles, feito em 1864 pelo belga Moens, foi reeditado recentemente na Itália.

Os catálogos completos como esse, chamados catálogos mundiais, são editados atualmente em poucas línguas. Os mais conhecidos e usados são o norte-americano SCOTT, o inglês STANLEY GIBBONS, o alemão MICHEL e o francês YVERT ET TELLIER (que é o mais usado no Brasil e nos países latinos em geral). São compostos de mais de cinco volumes, e a cada ano sai uma nova edição atualizada. Como são obras um tanto caras, é comum que o filatelista principiante use uma edição de alguns anos atrás, que se consegue a preço bem menor.

                                        

Há também catálogos europeus (com todos os selos de todos os países da Europa), como o suiço Zumstein e o italiano Sassone.

São muito comuns os catálogos nacionais, também editados anualmente. No Brasil, os filatelistas dispõem de dois catálogos: o catálogo RHM ( editado desde 1943 por Rolf Harald Meyer) e o catálogo Antunes (baseado na obra de Santos Leitão). Ambos descrevem  todos os valores postais emitidos no país desde o primeiro "olho-de-boi".

Quem coleciona selos sabe que lentes e pinças são instrumentos indispensáveis. Mas, para quem não lida com filatelia, o principal objeto de um colecionador é o seu álbum.

No fundo, isso não deixa de ser verdade: no álbum, os selos são classificados, organizados e conservados. É diante dele que o colecionador passa calmamente o tempo dedicado a seu hobby. Folheando o álbum, ele experimenta a satisfação secreta de estar em dia com sua coleção ou de constatar que se aproxima disso.

Em geral, o álbum do principiante é um volume grosso, feito de páginas brancas ou quadriculadas. Na parte de cima da folha, traz o nome do país e a reprodução de alguns de seus selos mais típicos. As páginas dedicadas aos vários países vêm em ordem alfabética ou são organizadas geograficamente, de acordo com o continente ao qual pertencem.

Esse primeiro álbum é uma etapa importantíssima na carreira do colecionador. É nele que se começa o trino visual da identificação dos selos e a técnica de organização dos exemplares.

Antes de passar para os álbuns destinados aos colecionadores mais experientes, é preciso aprender alguma coisa sobre a montagem dos selos nos álbuns.

Hoje em dia, ninguém mais pensa em colar selos diretamente nas páginas do álbum , como se costumava fazer nos primórdios da filatelia. Era um sistema muito precário: entre outras coisas acontecia que, quando se ia descolar um exemplar, estragava-se a página ou o próprio selo.

Um método mais eficiente e muito usado ainda hoje para montar selos novos ou usados é o da charneira - uma pequena dobradiça de papel fino com cola em um dos lados.

Umedecendo-se ligeiramente o pedaço mais curto da charneira (que fica virado para cima), cola-se nela a parte mais alta do verso do selo. Depois se umedece a parte maior da charneira (que fica virada para baixo), apóia-se essa parte na folha do álbum e aperta-se delicadamente.

A charneira faz com que o selo fique bem firme, aderente ao álbum, embora esteja preso apenas pela borda superior. Permite também que se possa examinar o verso do selo - para verificar a filigrana, por exemplo.